Wednesday, April 29, 2009

Show Dan e Ney no Teatro Oficina

Na correria de ensaios e preparativos nem passei por aqui nos ultimos dias.
Mas agora relato uma experiência única.
Nunca tinha entrado no Teatro Oficina, em SP.
O lugar já oferece uma prévia do que está por vir, ele fala por si, ele chama, instiga.
Depois de ensaiar em estudio (sem o Ney), Dan, banda e produção estão prontos para ensaio geral no teatro (com o Ney).
A equipe de audio e video capturam tudo, de todas as formas, sem perder um só grave ou agudo,uma luz, olhares e rebolados (e olha que teve rebolado nesse show).
No dia da estréia já podiamos sentir que seria uma noite pra lá de especial.
Dan estava como menino em vespera de viagem.
Ney estava pleno e feliz.
Seu camarim era no terceiro andar do teatro (que é todo vazado e de vidro).
Ele parecia estar numa peça de teatro, da qual participava a dias.
O camarim era "dele" e não "para ele".
Estava num teatro, estava em casa.

Começa o show.
Dan surge do teto, caminhando pelas galerias, seguido por um enorme foco de luz...lúdico.
Na lateral do palco, de onde eu operava meu laptop, uma mulher me perguntou: " por onde o Ney vai entrar ?" e eu entreguei o segredo a ela: "por alí, vindo daquela escuridão, mas se voce der uma olhada lá pra cima, pode ve-lo agora mesmo".
E lá estava ele, para poucos ou ninguem, olhando o desenrolar do show de Dan,
na janela, com pouca luz.
Dava pra ver sua silhueta em sua pose "quebrada", no terceiro andar, esperando a hora de descer as escadas para sua entrada.
Mas só eu vi (ah, e a mulher da plateia tambem).

Dan dominuou o palco e a todos que lotavam as galerias e se esparramavam pelo chão do teatro.
Tirou aplausos, gritos e declarações em cena aberta, vindos de um público que se misturava em tribos diversas.
Coisa que só mesmo a música pode conseguir.
E então Ney entra.
Metade Ney, metade "bandido Luz Vermelha", numa postura suja e deliciosamente contrastante com a figura de Dan, que o espera com a guitarra em punho para SANGUE LATINO, com apoio de uma banda competente (meninos, vcs são o máximo) que alcançou uma identidade única.
A voz aguda e forte de Ney cola os espectadores na parede na primeira frase, seguida de mais gritos e aplausos.
E o que se vê a seguir é um encontro de dois amigos, uma entrega artística que tomou forma naquela hora, naquele momento, algo que ensaio algum poderia ter conseguido.
O carinho de um pelo outro vaza por todos os lados, é quase palpavel.
Cantaram, dançaram, curtiram muito.

Dan tem um lindo trabalho e eu fico feliz de ter me aproximado desse moço tão talentoso.
A química entre Dan e Ney saiu do cd, foi lançada no ar, e quem inalou isso tudo naquela noite, naquele teatro, assim como eu, pode ter se viciado.
Pode rolar dependência...
Queremos mais!

8 comments:

A TEORIA DO CHAOS NA NOSSA VIDA said...

Descreveu muito bem o que se seguiu Rico, realmente foi um show LINDO e e toda equipe foi.. eu diriaa.... IMPLACAVEL, IMPAGAVEL... e como diria uma sabia aí... SÃO PAULO É UMA SOROCABA!!! hahahahahha

Halei Rembrandt

Bruna said...

Deve ter sido uma noite mágica...lendo oq vc escreveu e imaginando, já arrepia... Como eu queria poder ter tido o prazer de ver esse show! Bjs e saudade

Karen Lemos said...

foi de arrepiar!! o rico conseguiu transmitir toda a energia inexplicável do show!! parabéns!! e ficou um gostinho de quero mais.....

Regina said...

Não tive a sorte de poder assitir ,mas imagino como foi pelo que escreveu aqui,e de maneira tào mágica e envolvente.

Invejei,no bom sentido...ahahahah !!

BRENO said...

foi lindo!
inesquecível!
catártico!
fecho os olhos e aquelas momentos mágicos me vem a cabeça!
de verdade, não existem palavras dignas pra descrever o que tô sentindo até agora!
também quero mais!!!

Rita Vicente said...

Vc é mesmo um talento multifacetado!!! Que lindo o que vc escreveu!!! Conseguiu transmitir a poesia e a emoção do momento. Amei!!!

brabaum said...

Ai que inveja...

eu que nem estava lá para "esse japonga",
tenho que confessar, que o Ney gostou da
química...e estava muito a vontade com ele no palco,pelas fotos e por esse relato belíssimo do Rico, só posso concluir que o foi um belo show...

Cor de Rosa e Carvão said...

Eu não estava lá, mas sei [depois da leitura] como foi Sangue Latino e a entrada triunfal de Ney, o show de Dan. Por instantes, vi todo o show...